2 de agosto de 2009

terraço.

Domingo,quatro e seis da manhã,e ela estava sozinha no terraço da casa da sua avó.o vento frio da manhã fazia seus leves cachos brincarem no ar,as árvores que ficavam ao redor do terraço estavam tão parecidas com ela naquela madrugada,ambas sentiam-se cansadas,vazias e sozinhas.de repente algumas gotinhas de chuvas começaram a escorrer pelo seu rosto como lágrimas.ela tentou se levantar mas não conseguia,era como se seu corpo não a deixasse sair de lá,aquela paz parecia penetrar em sua alma.ela já tinha se esquecido de como a solidão era essencial na sua vida.ficou mais alguns segundos ali parada e conseguiu voltar para seu mundo,onde as borboletas saiam de noite e onde não existia aquários ou gaiolas (sempre sentiu claustrofobia só de imaginar como deveria ser viver presa,e não queria isso para nenhum ser).e enquanto estava em sintonia com seu universo secreto,ouviu um barulho,era seu despertador lhe dizendo que deveria voltar para a seu quarto,para seus dias monótonos e para a sua vida vazia.