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9 de setembro de 2010

dúvidas

talvez
talvez eu
talvez eu pare
talvez eu pare de ser
talvez eu pare de ser minha
talvez não sejamos mais nossos
talvez você pare de ser seu
talvez você pare de ser
talvez você pare
talvez você
talvez

21 de agosto de 2010

cansei dos meus casos vazios
com beijos vazios
promessas vazias
dos meus amores baratos e vazios
com conversas vazias
e também sorrisos vazios
sorrisos que eu dava de volta
para as moças das pernas bonitas
e dos corações vazios
que eram preenchidos
pelos meus carinhos vazios

25 de novembro de 2009

poesia antiga de número dois

e do sétimo andar ela não vê,
não sente,não fala,apenas fica a observar,
o frio,a escuridão,
todas aquelas lembranças trancadas no seu coração,
o vento soprava,
e ela sentada naquela janela,
naquele apartamento pequeno,
apagado demais,
ficava a ver os outros apartamentos,
iluminados demais,
e encontrava a sua paz
naqueles outros estranhos-conhecidos apartamentos,
que faziam a sua noite se desanuviar.

poesia antiga de número um

e tinha tanto medo,
medo do que acontecia,
do que poderia acontecer,
mas tinha mais medo dos seus sonhos,
porque eles a mantinham viva,
e se eles a decepcionassem?
preferia não arriscar,
pois vivia em um mundo de sonhos,
e se eles se realizassem,
mas não superassem a sua expectativas,
ela estaria despida,
não teria mais nada.
pois já não tinha onde morar,
e muito menos com quem contar.
sobrevivia por causa de suas lembranças,
lembranças de coisas que não aconteceram
e pessoas que amava e não conhecia.